Gabriel Araújo revela sonho realizado nas Paralimpíadas: “Poder inspirar pessoas”

Três medalhas, duas de ouro, uma de prata. Roteiro praticamente perfeito para um atleta, sobretudo na estreia em Paralimpíadas. Gabriel Araújo nadou, dançou e fez festa em Tóquio.

Porém, as conquistas esportivas do nadador mineiro foram importantes para que ele realizasse um sonho particular, revelado na tarde desta quarta-feira, dia que marcou o retorno dele ao Clube Bom Pastor, em Juiz de Fora.

Durante entrevista coletiva, Gabrielzinho afirmou que subir ao pódio era parte do plano no Japão. No entanto, o grande objetivo do mineiro era servir de espelho e ajudar outras pessoas, tanto no esporte, quanto na vida.

Gabriel Araújo voltou a Juiz de Fora nesta quarta-feira — Foto: Jéssica Pereira/Clube Bom Pastor

Gabriel Araújo voltou a Juiz de Fora nesta quarta-feira — Foto: Jéssica Pereira/Clube Bom Pastor

— Essa era uma meta que eu sempre tive de vida. Antes de ser atleta, eu tinha o sonho de todo mundo conhecer a minha história e poder se espelhar em mim, porque sinto que Deus tem um propósito muito bom na minha vida. Poder inspirar novas pessoas e o surgimento de novos atletas é a maior lição de tudo. Meu sonho era que todos conhecessem a minha história, aprendessem, tirassem coisas boas dela — falou.

Nascido em Santa Luzia e criado em Corinto, Gabriel encontrou em Juiz de Fora a possibilidade e a estrutura que precisava para realizar esse sonho. Desde 2016, ele treina no Clube Bom Pastor. Grato à equipe disciplinar e à agremiação, Gabrielzinho lembra dos primeiros momentos na cidade.

Desde quando eu vim para cá (Juiz de Fora), o objetivo nós já tínhamos, era ir para os Jogos (Paralímppicos), fazer bonito. Então, quando foi montada toda a estrutura para vir para cá, os Jogos começaram para mim. Para chegar lá tem todo um processo, um planejamento, tem todo um trabalho diário, tem uma equipe multidisciplinar. O Clube Bom Pastor deu estrutura de treinamento ainda mais neste momento difícil que vivemos. Então, a evolução foi diária. E graças a Deus, graças ao trabalho de todo mundo, eu atingi os resultados — contou Gabrielzinho.

Durante o ciclo paralímpico, Gabriel Araújo conquistou grandes resultados, incluindo cinco medalhas no Parapan de Lima, no Peru, em 2019. O nadador de 19 anos afirma que chegou confiante a Tóquio e que isso, aliado ao fato de ser um atleta bastante competitivo, foi fundamental para os bons resultados nos Jogos.

— Eu estava preparado, eu tinha certeza que estava bem treinado. E sabendo disso, a ideia é cair para dentro. Ninguém joga para perder e isso fez a diferença — disse.

Agora, Gabrielzinho terá merecidas férias, que começam na sexta-feira desta semana. Porém, o novo ciclo paralímpico já começou. Segundo o técnico Fábio Antunes o momento é de descanso, justamente para que Gabrielzinho volte aos trabalhos voando para buscar bons resultados no Mundial, em 2022, no Parapan, em 2023, e nos Jogos Paralímpicos de Paris, em 2024

— É uma pressão muito grande, um estresse emocional intenso nos treinamentos de alta performance. Ele precisa descansar a cabeça para encarar este ciclo aí. Uma vez que você sente esse gosto de estar na frente, é difícil tirar. A ideia é nadar mais rápido a cada dia — declarou.

Gabriel Araújo faturou três medalhas em Tóquio. Ele foi ouro nos 200m livre e nos 50m costas, além de ter conquistado a prata nos 100m costas, a primeira medalha do Brasil nesta edição dos Jogos Paralímpicos.

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